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http://repositorio.ital.sp.gov.br/jspui/handle/123456789/927Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Pacheco, Maria Teresa Bertoldo | PT_Br |
| dc.contributor.author | Cristina da Silva Napoli, Daniele | - |
| dc.date.accessioned | 2026-01-14T12:43:25Z | - |
| dc.date.available | 2026-01-14T12:43:25Z | - |
| dc.date.issued | 2025-03-21 | - |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.ital.sp.gov.br/jspui/handle/123456789/927 | - |
| dc.description | A fenilcetonúria é um distúrbio autossômico recessivo que afeta o metabolismo da fenilalanina, impedindo a conversão desse aminoácido em tirosina e elevando seus níveis no sangue a concentrações tóxicas. O tratamento para esse distúrbio se inicia logo após o diagnóstico, que ocorre através da triagem neonatal, e consiste em uma dieta restrita em proteínas e suplementação com fórmula de aminoácidos livres. O acúmulo da fenilalanina na corrente sanguínea, em casos não tratados, pode causar deficiência intelectual grave, problemas comportamentais, deficiências cognitivas, entre outras disfunções. Considerando que o consumo de proteínas naturais representa uma melhor nutrição ao organismo do que a ingestão de aminoácidos livres, avaliar a biodisponibilidade da fenilalanina nos alimentos e como o método de preparo pode influenciar essa biodisponibilidade é fundamental para o desenvolvimento de terapias dietéticas otimizadas, permitindo um tratamento individualizado e um pouco menos restritivo. O estudo avaliou a bioacessibilidade e a biodisponibilidade da fenilalanina em diferentes matrizes alimentares, considerando a influência do processamento. O objetivo foi determinar o quanto desse aminoácido está biodisponível para absorção após a digestão. A bioacessibilidade representa a porção do alimento que é digerida e está disponível para a absorção e metabolização. Já a biodisponibilidade representa o alimento digerido que é, de fato, absorvido e metabolizado pelo organismo. Foram selecionadas amostras de arroz branco e arroz integral cozidos, batata cozida e batata pré-frita assada, com base em um questionário aplicado a pacientes com fenilcetonúria, pais ou responsáveis por pacientes e profissionais da saúde que atuam nessa área. As amostras foram submetidas a uma digestão gastrointestinal simulada utilizando o protocolo INFOGEST 2.0 e aplicadas em células Caco-2 para avaliar sua biodisponibilidade. Os resultados mostraram que a bioacessibilidade variou conforme a matriz e o processamento. A batata cozida apresentou a maior bioacessibilidade (48,45%), seguida do arroz integral (37,09%), arroz branco (26,80%) e batata pré-frita assada (22,75%). Já a biodisponibilidade, ou seja, o quanto de fenilalanina foi absorvida através da monocamada celular, apresentou variação significativa com o arroz integral apresentando a menor biodisponibilidade (1,43%), seguido da batata cozida (2,39%), do arroz branco (6,83%) e da batata pré-frita assada, que apresentou uma diferença significativa das demais amostras (95,5%), sugerindo que o processamento térmico intenso pode favorecer a absorção desse aminoácido. Os testes com células Caco-2 indicaram que a monocamada permaneceu íntegra, garantindo resultados confiáveis. A maior biodisponibilidade da batata pré-frita assada pode estar relacionada a redução da umidade e concentração da proteína durante o processamento. Já o arroz integral, composto por alta quantidade de fibras alimentares (2,12%), apresentou menor biodisponibilidade, possivelmente relacionada a dificuldade na digestão e absorção da fenilalanina devido a presença das fibras. Portanto, foi possível concluir que a bioacessibilidade e biodisponibilidade da fenilalanina não dependem apenas da sua composição total no alimento, mas também da composição da matriz alimentar e do tipo de processamento aplicado ao alimento. Os métodos de preparo podem influenciar na absorção da fenilalanina, o que impactaria nas recomendações da quantidade do alimento que pode ser ingerida. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Phenylketonuria is an autosomal recessive disorder that affects phenylalanine metabolism, preventing the conversion of this amino acid into tyrosine and increasing its blood levels to toxic concentrations. Treatment for this disorder begins immediately after diagnosis, which is carried out through neonatal screening and consists of a protein-restricted diet supplemented with a free amino acid formula. The accumulation of phenylalanine in the bloodstream, in untreated cases, can cause severe intellectual disability, behavioral problems, cognitive impairments, and other dysfunctions. Given that the consumption of intact dietary proteins offers superior nutritional benefits compared to the intake of free amino acids, assessing the bioavailability of phenylalanine in various food sources—and how different preparation methods may affect it—is essential for the development of optimized dietary therapies. Such insights can support more individualized and potentially less restrictive treatment approaches. This study investigated the bioaccessibility and bioavailability of phenylalanine across different food matrices, with particular attention to the effects of food processing. The primary objective was to determine the extent to which this amino acid becomes bioavailable for absorption following digestion. Bioaccessibility refers to the fraction of a nutrient that is released from the food matrix during digestion and is available for absorption and metabolism. In contrast, bioavailability denotes the portion of the digested nutrient that is actually absorbed and utilized by the body. Food samples—including cooked white rice, cooked brown rice, boiled potatoes, and baked pre-fried potatoes—were selected based on a survey administered to patients with phenylketonuria, their parents or caregivers, and healthcare professionals working in the field. The samples underwent simulated gastrointestinal digestion using the INFOGEST 2.0 protocol and were applied to Caco-2 cells to assess their bioavailability. The results showed that bioaccessibility varied depending on the food matrix and processing method. Cooked potato had the highest bioaccessibility (48.45%), followed by brown rice (37.09%), white rice (26.80%), and baked pre-fried potato (22.75%). In terms of bioavailability—i.e., the amount of phenylalanine absorbed through the cell monolayer—there was significant variation, with brown rice showing the lowest bioavailability (1.43%), followed by cooked potato (2.39%), white rice (6.83%), and baked pre-fried potato, which showed a significant difference from the other samples (95.5%), suggesting that intense thermal processing may enhance the absorption of this amino acid. The Caco-2 cell tests indicated that the monolayer remained intact, ensuring reliable results. The higher bioavailability of baked pre-fried potato may be related to moisture reduction and protein concentration during processing. On the other hand, brown rice, which contains a high amount of dietary fiber (2.12%), showed lower bioavailability, possibly due to the difficulty in digesting and absorbing phenylalanine in the presence of fiber. Therefore, it was concluded that the bioaccessibility and bioavailability of phenylalanine do not depend solely on its total composition in the food but also on the food matrix composition and the type of processing applied. Preparation methods can influence phenylalanine absorption, potentially impacting dietary recommendations regarding the quantity of food that can be consumed. | en |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) | pt_BR |
| dc.format.extent | 86f. - Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos - CCQA | pt_BR |
| dc.language.iso | Português | pt_BR |
| dc.publisher | Ital - Instituto de Tecnologia de Alimentos | pt_BR |
| dc.rights | Aberto | - |
| dc.subject | Bioacessibilidade | pt_BR |
| dc.subject | Biodisponibilidade | pt_BR |
| dc.subject | Fenilalanina | pt_BR |
| dc.subject | Processamento de alimentos | pt_BR |
| dc.subject | Células Caco-2 | pt_BR |
| dc.title | Bioacessibilidade e Biodisponibilidade da fenilalanina após a digestão in vitro | pt_BR |
| dc.title.alternative | Bioaccessibility and bioavailability of phenylketonuria after in vitro digestion | en |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.contributor.CRUESP | Pós-Graduação em Ciências e Tecnologia de Alimentos | pt_BR |
| dc.subjec.otherlanguage | Bioaccessibility | en |
| dc.subjec.otherlanguage | Bioavailability | en |
| dc.subjec.otherlanguage | Phenylalanine | en |
| dc.subjec.otherlanguage | Food processing | en |
| dc.subjec.otherlanguage | Caco-2 cells | en |
| dc.publisher.city | Campinas-SP | - |
| dc.publisher.country | Brasil | - |
| dc.contributor.coadvisor | Rocha, Júlio Cesar | - |
| dc.contributor.referee | Silva, Vera Sônia Nunes da | - |
| dc.contributor.referee | Galland, Fabiana Andrea Barrera | - |
| dc.contributor.referee | Andreola, Kaciane | - |
| dc.publisher.department | Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos - CCQA | pt_BR |
| dc.publisher.program | Pós-Graduação em Ciências e Tecnologia de Alimentos | pt_BR |
| dc.publisher.initials | ITAL | - |
| Aparece nas coleções: | Dissertações | |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| Dissertação - Daniele Napoli.pdf | 1.19 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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